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Violência doméstica no condomínio – O que fazer nessas situações?

Quando falamos em violência doméstica, é sempre um desafio do síndico identificar e intervir de forma eficiente para contribuir com que esse ciclo seja quebrado.

Principalmente porque muitas pessoas ainda veem esse tipo de agressão como um tabu e infelizmente ficam receosas de intervirem, e causar um mal-estar entre vizinhos.

O Brasil ocupa o 5º lugar no que tange à violência doméstica. Os números são cada vez maiores, mas ainda longe do real, muitas pessoas que sofrem agressões dentro de casa não chegam a fazer uma denúncia formal. Infelizmente muitas dessas vítimas têm medo de retaliação, ou depende do agressor de alguma forma, o que dificulta a ação da justiça, e mascara o número real de pessoas em situações de violência doméstica.

Esse quadro tem se tornado ainda mais preocupante durante o isolamento social, onde agressor e vitima passam um tempo muito maior confinados num mesmo espaço.

O Conselho Tutelar de muitas cidades do Brasil, declararam ter tido um aumento nas denúncias de violação dos direitos da criança e adolescente, enquanto em outras cidades, a diminuição foi tão significativa que preocupou os conselheiros e promotores da Vara da Infância e Juventude.

Outro dado preocupante é sobre a violência conta a mulher, no estado de São Paulo, o número de denúncias subiu cerca de 9%, e no Paraná no Sul do país, 15%. Mulheres, crianças e idosos são as principais vítimas

Diante disso, deixamos aqui algumas dicas de como identificar e proceder:

Primeiramente é preciso estar atento para poder identificar os sinais de violência, física ou psicológica:

Violência física

  • Agressões por meio de força física;
  • Agressão com armas;
  • Retirada a força de sua moradia.

Violência psicológica

  • Insultos constantes;
  • Humilhações;
  • Chantagens.

Para o síndico

É sempre válido que o sindico prepare comunicados com informações aos condôminos para esclarecimentos a respeito da violência doméstica.

Se possível, crie um canal de atendimento e denúncia para o condomínio, mas respeitando sempre a privacidade do condômino que denunciou. É preciso ter o máximo de cuidado ao lidar com essas situações, pois muitas denúncias não são feitas por medo de exposição.

Sempre que existir um caso de violência comprovada o síndico deve imediatamente acionar a polícia através do número 190, ou Central de Atendimento à Mulher 180.

Caso receba denúncias de brigas e discussões, o síndico deve tentar conversar com os moradores envolvidos para que se diminuam as exaltações. Uma intervenção preventiva pode fazer com que o ciclo de violência seja quebrado.

Para os condôminos

Nem sempre o síndico é um morador do prédio, ou estará perto quando situações como essas acontecerem. Por isso os condôminos devem estar atentos a situações de violência em apartamentos vizinhos.

Quando notar alteração de vozes, e discussões acaloradas, acione o síndico ou administração do condomínio.

Em casos de ouvir gritos, pedidos de ajuda, ameaças e movimentações bruscas, chame imediatamente a polícia. A ligação é anônima e você poderá salvar vidas.

Todos podemos fazer nossa parte e ajudar a reduzir essa estatística, contudo, cabe ao síndico instruir seus colaboradores e condôminos sobre esse problema, sobre as medida preventivas e orientar as pessoas sobre como agir caso esse crime aconteça.

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